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Nota Pública CONAMP - Editorial O Estado de São Paulo

Entidade de classe manifestou-se sobre acusações feitas pelo jornal Nesta segunda-feira (13/04), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) publicou em seu site uma nota de repúdio sobre as acusações feitas pelo jornal O Estado de São Paulo, em editorial publicado hoje.Leia a nota da CONAMP abaixo:Nota sobre o editorial “Judiciário Insaciável”, do EstadãoA Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), que representa mais de 16 mil integrantes do MP brasileiro, manifesta publicamente seu repúdio às acusações e generalizações falsas, desequilibradas e ofensivas feitas pelo jornal O Estado de São Paulo, em editorial publicado nesta segunda-feira (13/4).Os membros do MP são defensores e apoiadores da liberdade de imprensa, valor essencial do Estado Democrático de Direito, resguardado pela Constituição. O direito de informar e de criticar, no entanto, pressupõe que as informações disseminadas sejam previamente checadas e possam ser verificadas após sua publicação.Não é isso o que ocorre com o texto citado, no qual, após fazer grosseiras e levianas acusações contra persas instituições, afirma, por exemplo, que colegas da Magistratura e do MP “camuflam” a situação do êxodo na carreira, sem apresentar qualquer dado concreto, quando se sabe, pelo contrário, que o fato já foi, inclusive, tratado publicamente no Conselho Nacional de Justiça desde 2013, oportunidade em que se afirmou que 120 magistrados, nos cinco anos anteriores, tinham solicitado exoneração para buscar outra carreira fora da magistratura , tendo ainda sido objeto de matéria específica da Redação CONJUR, em 2021, com o título “Cresce o número de juízes que abandonam a carreira no Brasil” .Seguindo a sua cruzada falaciosa, o editorial tratou de inverter a ordem das coisas ao afirmar acreditar que muitos dos magistrados e promotores, “plausivelmente a maioria, são honestos e competentes”, tratando ainda de cravar que os “escândalos criminais”, envolvendo magistrados e promotores, “se proliferam”, sem qualquer embasamento técnico, numa clara intenção de promover um ataque irracional e nada profissional às carreiras.Num ato de destemperança, jogam a opinião pública contra as Instituições da Magistratura e do Ministério Público, classificando-as como “corruptas” e afirmando existir uma verdadeira corrupção institucionalizada.Assim como no jornalismo e em qualquer outra profissão, a maioria absoluta dos membros do Ministério Público exercem suas funções de modo exemplar. Eventuais erros cometidos por alguns inpíduos, de forma isolada, não justificam o ataque contra a honra de toda uma classe profissional.Pode-se discordar das ações e decisões tomadas por membros do MP e da Magistratura, assim como do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).O debate democrático e maduro, no entanto, é feito com base em dados reais, sem calúnia, difamação ou injúria. Ataques genéricos e pessoais aos integrantes das carreiras públicas reduzem a discussão sobre as funções do Estado a alegações simplistas e levianas que não contribuem com o aprimoramento da Justiça e do Estado Democrático de Direito.Os membros do Ministério Público atuam diariamente em defesa da criança e do adolescente, do idoso, das vítimas, da educação, do consumidor, do meio ambiente, da saúde pública e do patrimônio público e contra a corrupção, inclusive contra agentes políticos e econômicos poderosos. Confundir o debate legítimo sobre as funções do Estado com uma acusação difusa de corrupção é um desserviço à democracia e ao próprio jornalismo sério e construtivo.A Conamp reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa e sua disposição para dialogar, de modo correto e institucional, com o jornal O Estado de São Paulo. O relacionamento entre as instituições estatais e a imprensa é necessário para o aprimoramento do Estado.No entanto, é preciso deixar bem claro que o infeliz editorial publicado nesta data pelo jornal O Estado de São Paulo merece ser devidamente contraditado, combatido e responsabilizado, por conter informações inverídicas, que prestam um verdadeiro desserviço à sociedade brasileira.Brasília, 13 de abril de 2026.Associação Nacional dos Membros do Ministério PúblicoLink: https://www.conamp.org.br/imprensa/noticias/9751-nota-sobre-o-editorial-judiciario-insaciavel-do-estadao.html
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